Pular para o conteúdo principal

Concepções sobre avaliação - Análise histórica

Análise de como as Concepções sobre Avaliação foram construídas historicamente.
PARTE I
Iniciando o ano letivo: Para entendermos o presente e planejarmos o futuro temos que conhecer o passado! Então, vamos lá...

Exames Escolares – Sistematizado nos séculos XVII e XVIII, configurados na atividade pedagógica dos Padre Jesuítas.

Ratio Studiorum era o discurso pedagógico uniformizador das práticas educacionais dos Colégios Jesuítas.

Neste documento constam algumas regras ainda praticadas atualmente no cotidiano das escolas, na realização dos exames finais.

Ainda há no interior das nossas escolas discursos como: “Que estudante não se preparará bem para as provas se ele souber que, de fato, as provas não são para valer” enfatizando a obrigatoriedade do “julgamento” final, onde os alunos estudam para receberem nota e não produzirem conhecimento.

Esse discurso está na Carta Magna de Comênio publicada em 732, que seriam as Leis de Boa Ordenação da Escola. Definia ainda que, as escolas deveriam fazer exames em todos os momentos e que o Governo deveria ter um “Escolarca” que examinaria a escola, como ela estaria funcionando, independente do acompanhamento do aluno.

As escolas que continham essa prática eram denominadas Escolas Tradicionais, onde a prática pedagógica era tradicional.

No século XVIII, com a Revolução Francesa, onde os burgueses foram para o poder e organizaram a sociedade baseada na posse, no capital (o que não é muito diferente nos dias atuais). Essa prática de sociedade refletiu nas escolas onde o Professor era o representante do sistema, que examinava, aprovava ou reprovava o educando.

É uma prática hierárquica reproduzindo o sistema vigente.
Continua...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

  Flor em trilhos   Ao longe, um aviso sonoro ressoa, De onde vem e para onde vai? Coração aos saltos… espero ou ignoro? “Aguarda… ela surgirá entre as árvores… observai.”   Nos carros, olhares curiosos, O   momento é singular para mim. Muitos não percebem, não veem, ansiosos, Que finalmente ela passe… enfim. Atrás dos montes, surge um clarão. Indescritível a beleza do dia, que finda. O pôr do sol anuncia de antemão, Que ela vai passar, bem nessa hora. Aguardo a suntuosa locomotiva, Despontar, em curvas sinuosas, Plainar sobre os trilhos, altiva, Tereza Cristina, a flor do Pinheirinho… finalmente,                                                            ...

Outono na praia

Outono na praia   No início do outono, na praia deserta, O sol se põe, a maré se retira, As folhas caem, a areia coberta, Com cores de fogo, o céu se inspira.   Ondas suaves beijam a costa, Em um ritmo lento, quase parado, O vento do outono sussurra uma resposta, A um verão que agora é passado.   As gaivotas voam para o sul, Deixando a praia em silêncio profundo, O outono traz um novo recital, Uma sinfonia sem som, sem segundo.   As pegadas na areia desaparecem, Apagadas pelas ondas do mar, O outono na praia, uma cena que enobrece, Um espetáculo que faz o coração disparar.   Então aqui na praia, o outono começa, sua beleza tranquila e sutil, Cada momento, cada cena, me convence, Do ciclo da vida, constante e febril.   Jaine Godinho Scheffer

De volta...

  Obs.: O texto é uma carta de um sobrevivente de guerra, para sua mãe que, ainda não sabe se receberá uma medalha no lugar de seu filho. A carta que ele mesmo a entregará, descreve a sensação de poder voltar para casa. O título deve conter:    De volta ... ( completar) - Projeto 5 versões de um verso.     De volta à noite, iluminado somente pelas estrelas e clarões das bombas, ele escreve:     “Já é noite, me recolho , e meus ouvidos denunciam toda a minha saudade e nada mais ouvem do que a sua voz – “Venha almoçar”, “Está na hora do banho”, “Como foi na escola hoje?” São sons divinos que me acalentam e me fortalecem todos os dias. Aqui, os momentos são tortuosos e o amor e o ódio pairam no ar e se materializam nos olhares e ações, sejam dos amigos ou inimigos. Ainda restam alguns dias para buscarem-nos e o atordoamento do intervalo entre a espera e a chegada, nos fazem cães ferozes, querendo pular o tempo. Desculpa, se minhas palavras são desesperadoras, mas ...