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Reflexões


“Não reflito, sonho; não estou inspirado, deliro.” Fernando Pessoa

As relações, as vezes, parecem insolentes.
Tudo é dito, exposto, concluído...
Igual carta ao amor, quando já não o é mais.
O real limita, extingue os sonhos, 
E o ato perverso é a reflexão...
A poesia, muitas vezes, é ceifada pela lucidez de uma inspiração que aterrissa ... sem flutuar. 
Pelo pensamento coerente, dirigido por sinônimos e antônimos, que matam o delírio... 
E o que devemos escrever, sentir...
A alma clama em ser invisível, inesperada ...embriagada...flutuante! 
Quer ser arte transcendente, inacabada...
Onde o condutor e autor da obra seja apenas uma assinatura ...e nada mais!
Jaine G. Scheffer

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  Flor em trilhos   Ao longe, um aviso sonoro ressoa, De onde vem e para onde vai? Coração aos saltos… espero ou ignoro? “Aguarda… ela surgirá entre as árvores… observai.”   Nos carros, olhares curiosos, O   momento é singular para mim. Muitos não percebem, não veem, ansiosos, Que finalmente ela passe… enfim. Atrás dos montes, surge um clarão. Indescritível a beleza do dia, que finda. O pôr do sol anuncia de antemão, Que ela vai passar, bem nessa hora. Aguardo a suntuosa locomotiva, Despontar, em curvas sinuosas, Plainar sobre os trilhos, altiva, Tereza Cristina, a flor do Pinheirinho… finalmente,                                                            ...

Alma poética

  “Não reflito, sonho; não estou inspirado, deliro.” Fernando Pessoa As poesias, a meu ver, as vezes, parecem insolentes. Tudo é dito, exposto e concluído... Igual carta ao amor, quando já não o é mais. O real limita e extingue os sonhos, E a ação perversa, é a reflexão... A poesia, é ceifada pela lucidez de uma inspiração que aterrissa ... sem flutuar. Pelo pensamento coerente, gerido por sinônimos e antônimos, que matam o delírio... Do que podemos sentir e escrever... A alma poética, clama em ser invisível, inesperada ...embriagada...flutuante! Quer ser arte transcendente, inacabada... porém, sonhada! E que o autor da obra seja apenas uma assinatura. Jaine Godinho Scheffer

APOSENTADORIA!!!!

Embora todos que trabalham, principalmente como professor, não vejam a hora desse momento chegar, percebo que é um momento esperado, mas com muita insegurança e pontos de interrogação. E agora? O que faço? O que vou fazer desse tempo todo que tenho a minha disposição? É, o tempo é nosso, e está a nossa disposição, mas...como dispô-lo sem culpas do "não tenho nada para fazer"... "e se eu ficar o dia todo de pernas para o ar e alguém perceber que não estou FAZENDO NADA...meu Deus, quanta culpa"! Estou assim...arrumando coisas para fazer..."que não são tão importantes assim", como diz meu netinho para justificar que o que ele quer é mais importante! Talvez eu queira algo "mais importante"...ou quero me sentir mais importante? Será que somos importantes só quando estamos na labuta??? Estou assim... querendo ser importante...querendo não ser...isso é o que chamam de APOSENTADORIA? Preciso descobrir.