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Reflexões


“Não reflito, sonho; não estou inspirado, deliro.” Fernando Pessoa

As relações, as vezes, parecem insolentes.
Tudo é dito, exposto, concluído...
Igual carta ao amor, quando já não o é mais.
O real limita, extingue os sonhos, 
E o ato perverso é a reflexão...
A poesia, muitas vezes, é ceifada pela lucidez de uma inspiração que aterrissa ... sem flutuar. 
Pelo pensamento coerente, dirigido por sinônimos e antônimos, que matam o delírio... 
E o que devemos escrever, sentir...
A alma clama em ser invisível, inesperada ...embriagada...flutuante! 
Quer ser arte transcendente, inacabada...
Onde o condutor e autor da obra seja apenas uma assinatura ...e nada mais!
Jaine G. Scheffer

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Outono na praia

Outono na praia   No início do outono, na praia deserta, O sol se põe, a maré se retira, As folhas caem, a areia coberta, Com cores de fogo, o céu se inspira.   Ondas suaves beijam a costa, Em um ritmo lento, quase parado, O vento do outono sussurra uma resposta, A um verão que agora é passado.   As gaivotas voam para o sul, Deixando a praia em silêncio profundo, O outono traz um novo recital, Uma sinfonia sem som, sem segundo.   As pegadas na areia desaparecem, Apagadas pelas ondas do mar, O outono na praia, uma cena que enobrece, Um espetáculo que faz o coração disparar.   Então aqui na praia, o outono começa, sua beleza tranquila e sutil, Cada momento, cada cena, me convence, Do ciclo da vida, constante e febril.   Jaine Godinho Scheffer

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  “Não reflito, sonho; não estou inspirado, deliro.” Fernando Pessoa As poesias, a meu ver, as vezes, parecem insolentes. Tudo é dito, exposto e concluído... Igual carta ao amor, quando já não o é mais. O real limita e extingue os sonhos, E a ação perversa, é a reflexão... A poesia, é ceifada pela lucidez de uma inspiração que aterrissa ... sem flutuar. Pelo pensamento coerente, gerido por sinônimos e antônimos, que matam o delírio... Do que podemos sentir e escrever... A alma poética, clama em ser invisível, inesperada ...embriagada...flutuante! Quer ser arte transcendente, inacabada... porém, sonhada! E que o autor da obra seja apenas uma assinatura. Jaine Godinho Scheffer